Processo Seletivo para Franqueados: Mais do que Números no Extrato Bancário?
- Franquia Fato

- 2 de fev. de 2024
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O processo seletivo para franqueados geralmente envolve avaliação de diversos aspectos, como experiência prévia, habilidades empresariais, adequação ao perfil da marca, comprometimento, idoneidade financeira e principalmente aderência aos valores da franquia. Ter disponibilidade financeira é apenas um dos critérios considerados, e não garante automaticamente a aprovação nas franquias sérias.

A criação das aceleradoras de franquias não eliminou o processo seletivo de franqueados mas muitas vezes, estão focadas na expansão rápida das marcas que representam, o que pode levar a uma abordagem menos criteriosa na seleção de franqueados. Alguns motivos pelos quais critérios importantes podem ser deixados de lado incluem:
Pressão por Crescimento Rápido:
A busca por crescimento rápido pode levar as aceleradoras a priorizarem a venda de franquias em detrimento da seleção cuidadosa de franqueados. A pressão por números elevados pode resultar em decisões apressadas.
Ênfase nas Metas de Vendas:
A aceleradora pode estar mais focada nas metas de vendas de franquias do que na análise aprofundada dos perfis dos franqueados. Isso pode levar à aprovação com base principalmente na capacidade financeira, ignorando outros critérios essenciais.
Falta de Avaliação Individualizada:
O foco excessivo em números de vendas pode limitar a avaliação individualizada de cada franqueado em relação à cultura da marca, experiência anterior, perfil e habilidades empresariais, elementos essenciais para o sucesso.
Riscos de Inadequação ao Negócio:
A falta de critérios rigorosos pode aumentar os riscos de franqueados inadequados ao negócio, o que pode levar a altas taxas de encerramento de operações e prejudicar a reputação da marca.
É importante ressaltar que nem todas as aceleradoras seguem essa abordagem, e algumas mantêm padrões elevados na seleção de franqueados. No entanto, é crucial que tanto franqueadoras quanto franqueados estejam atentos aos riscos associados a uma abordagem excessivamente voltada para vendas e busquem parcerias que estejam alinhadas aos valores e objetivos de ambas as partes.
Em conclusão, é crucial reconhecer que, em uma escolha equivocada durante o processo de seleção de franqueados, as aceleradoras muitas vezes são a parte menos prejudicada. Isso se deve ao fato de que, mesmo diante de desafios enfrentados pelos franqueados, as aceleradoras continuam a receber suas comissões de venda de franquias. No entanto, é o franqueado quem suporta o ônus financeiro em caso de insucesso do negócio, enfrentando prejuízos significativos que muitas vezes poderá afetar toda sua estrutura de vida. Além disso, a franqueadora pode se deparar com processos judiciais contra a sua marca, enquanto a reputação da franquia como um todo pode ser abalada também com fechamento de unidades em escala elevada. Esse desequilíbrio destaca a importância de uma abordagem criteriosa na seleção de franqueados, priorizando uma parceria sustentável e mutuamente benéfica para ambas as partes envolvidas.







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