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Tendências para o Setor de Franchising em 2026.

  • Foto do escritor: Franquia Fato
    Franquia Fato
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura

O setor de franchising em 2026 tende a avançar em maturidade, mas também a enfrentar desafios relevantes do ponto de vista contratual e ético. Uma das tendências que merece atenção é o endurecimento dos contratos impostos aos franqueados, especialmente por meio das chamadas cláusulas de silêncio ou confidencialidade excessiva. Sob o argumento de proteção da marca, muitas franqueadoras acabam utilizando esses dispositivos para inibir denúncias legítimas, calar investidores insatisfeitos e dificultar a exposição de práticas abusivas. Notícias ou acusações infundadas podem — e devem — ser combatidas com transparência e dados reais, e não com mecanismos contratuais que limitam a liberdade de expressão do franqueado.

Outra tendência que segue em crescimento é a dos multifranqueados, modelo que, quando bem conduzido, pode ser positivo para toda a rede. Franqueados experientes operando múltiplas unidades geram ganhos de eficiência, redução de custos operacionais e maior maturidade na gestão. Além disso, a diversificação de canais de venda pode ampliar as chances de sucesso da operação. No entanto, o que se observa em parte do mercado é uma prática preocupante: franqueadoras que induzem o franqueado à compra de novas unidades, alegando supostos interessados no território, como forma de pressioná-lo a manter exclusividade. Em muitos casos, essas unidades sequer chegam a ser implantadas, gerando prejuízos e frustração ao investidor.

O franchising também continuará vivendo seus ciclos naturais de euforia e retração. Todos os anos surgem operações ou produtos que explodem em vendas de franquias, rapidamente replicados por diversas marcas semelhantes, inflando artificialmente o mercado. No ciclo seguinte, a realidade se impõe: a oferta supera a demanda, o consumo não acompanha o crescimento das redes e começam os fechamentos de unidades. Para 2026, a tendência é que esse padrão se repita, reforçando a importância de análises criteriosas de mercado e de modelos de negócio sustentáveis no médio e longo prazo.

Por fim, o segmento de academias seguirá como um dos protagonistas do franchising brasileiro. O atual ciclo deve continuar aquecido, com o surgimento de novas marcas, enquanto grandes redes intensificam a incorporação de operações regionais e estúdios especializados, como funcional, cross, pilates e treinamento personalizado. A consolidação e incorporação de marcas será uma das tendências mais fortes para 2026, redesenhando o mapa do setor e exigindo ainda mais preparo estratégico de franqueados e franqueadoras.

O franchising em 2026 não será apenas sobre expansão, mas sobre responsabilidade, transparência e sustentabilidade. Investidores mais atentos, franqueados mais informados e um mercado cada vez mais crítico tendem a separar redes sólidas de modelos oportunistas. Avaliar tendências com profundidade, questionar práticas contratuais e entender os ciclos do setor será fundamental para quem deseja crescer — ou simplesmente sobreviver — no franchising do futuro.

 
 
 

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