"Desvendando Desafios: A Realidade por Trás dos Números de Shoppings"
- Franquia Fato

- 29 de dez. de 2023
- 2 min de leitura
Nos últimos anos, temos observado uma aparente contradição nos resultados anunciados pelos shoppings, que continuam a proclamar aumentos anuais de lucros e vendas, enquanto, paradoxalmente, testemunhamos lojas encerrando atividades e um aumento na vacância. Vamos explorar alguns pontos para entender essa dinâmica complexa.

Desafios do Varejo Tradicional:
O varejo tradicional, incluindo lojas físicas em shoppings, enfrenta crescentes desafios devido à ascensão do comércio eletrônico. Muitos lojistas lutam para competir com a conveniência e variedade oferecidas pelas plataformas online. Lojas físicas mesmo em shoppings são obrigadas a também estar focando no comércio eletrônico e inclusive os próprios shoppings oferecem a plataforma direta ao lojista como meio de atrair vendas. Mas fica a pergunta, o lojista hoje que coloca sua operação em um shopping com altas taxas de manutenção ( aluguel, FPP e condomínio) deveria mesmo ter essa preocupação para sobrevivência? Problema maior é ter uma loja física para ser showroom para efetivação no comércio eletrônico.
Troca de Operadores vs. Manutenção:
A troca frequente de operadores pode ser interpretada como uma estratégia para injetar novidade e diversidade no mix de lojas, buscando atrair diferentes públicos. No entanto, a manutenção de operações já existentes é vital para a estabilidade e reputação do shopping, equilibrando a busca por novidade com a fidelização de clientes. A troca de operação pode ser muito atrativa ao shopping gerando fluxo de receita como CDU (Cessão de direto de uso) e a quebra de contrato por operador antigo geram multas e encargos com percentuais elevadíssimos que também acarreta lucratividade as administradoras de shoppings.
Exemplo: A troca de uma loja de roupas por uma academia de ginástica pode ser uma estratégia para ocupação de grandes áreas, atender a diferentes demandas do mercado e gerar fluxo de pessoas no shopping.
Contratos de Longo Prazo e Incertezas do Mercado:
Os shoppings muitas vezes optam por comercializar operações mesmo quando sabem que a incerteza do mercado pode afetar o futuro dessas lojas ou que a própria operação não tem perfil para se manter dentro de um mall. Contratos de longo prazo oferecem estabilidade financeira, mas as mudanças rápidas no cenário econômico ou a falta de fluxo de vendas podem levar ao encerramento de lojas antes do término do contrato. Ruim? Pro lojista ou empreendedor a resposta é sim. Pro Shopping nem tanto, levando-se em consideração pontos explanados no tópico acima.
Exemplo: A entrada de um concorrente direto na região ou no próprio shopping pode impactar negativamente a viabilidade de uma loja específica, apesar das projeções iniciais.
Pressões Financeiras e Necessidade de Rendimentos:
Shoppings enfrentam pressões financeiras para demonstrar crescimento anualmente, o que pode levar a estratégias agressivas de comercialização. Essa busca por rendimentos muitas vezes colide com a realidade do mercado, resultando em lojas que não conseguem atingir suas metas de longo prazo.
A aparente discrepância entre os números anunciados pelos shoppings e a realidade nas praças comerciais reflete os desafios inerentes ao setor varejista atual. Estratégias que buscam equilibrar a necessidade de crescimento com a estabilidade a longo prazo são cruciais para garantir a vitalidade contínua dos shoppings e a sustentabilidade das operações comerciais. O desafio está em encontrar esse equilíbrio em meio a um ambiente de negócios em constante transformação e extremamente agressivo por resultados.







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