Transformação dos Quiosques: Da Temporariedade e Merchandising à Solidez no Mall.
- Franquia Fato

- 18 de jan. de 2024
- 3 min de leitura

A história das operações de quiosques em shopping centers é fascinante e está intrinsecamente ligada à evolução do varejo e à busca por formas inovadoras de proporcionar experiências aos consumidores mas também como uma fonte de receita hoje indispensável aos shoppings.
Os primeiros indícios de quiosques em shoppings remontam aos anos 70. Inicialmente, muitos eram utilizados para operações de merchandising temporárias, como venda de produtos sazonais, exposições de produtos para divulgação e também promoções.
Uma das primeiras operações significativas em quiosques em shopping centers foi a Häagen-Dazs. A marca de sorvetes premium adotou o modelo de quiosque para oferecer seus produtos em locais estratégicos e de grande circulação nos shoppings, isso na década de 1980.
Durante os anos 90, o conceito de quiosques em shoppings começou a se expandir e diversificar. Além dos tradicionais quiosques de alimentação e merchandising, novos modelos surgiram, incluindo quiosques de eletrônicos, acessórios, beleza e até de serviços.
O início do século XXI viu um aumento significativo na presença de franquias operando em quiosques. Empresas de diversos setores, desde moda até serviços, adotaram o formato de quiosque como uma maneira eficiente de alcançar consumidores em ambientes movimentados.
Nos últimos anos, a inovação nas operações de quiosques continuou. Marcas buscam constantemente novas maneiras de cativar os clientes, utilizando tecnologia, design atraente e chamativos com experiências personalizadas.
Quais seriam as razões para o sucesso e diversificação de quiosques no MALL de shoppings?
Primeiramente seria a localização estratégica em shoppings, atraindo a atenção de consumidores que passam por corredores movimentados, aliado ao baixo investimento inicial em comparação com uma loja física convencional.
A Flexibilidade e agilidade permitindo que as marcas testem novos mercados e se adaptem às tendências do consumidor também deve ser levada em consideração. E a expansão de franquias onde o modelo de operação de quiosque, quando a operação da marca permite, se tornou uma opção popular devido aos custos de investimento menores o que atraí franqueados com menor poder de investimento.
Mas ao longo das décadas, a evolução das operações de quiosques em shoppings seguiu uma trajetória paralela aos custos associados a esses espaços. Desde os seus primórdios na década de 1970, quando eram predominantemente utilizados para operações temporárias e merchandising, até os dias atuais, testemunhamos uma mudança substancial e porque não dizer absurda. A demanda crescente por esses espaços, no entanto, trouxe consigo taxas cada vez mais significativas. O décimo terceiro aluguel em dezembro, com a atmosfera festiva do Natal, impõe custos adicionais, seguido por um aumento de 50% em maio para capitalizar o Dia das Mães e outro acréscimo em novembro pela proximidade das festividades natalinas. Além dessas atualmente criaram uma taxa de publicidade obrigatória para fechamento de contrato onde o verdadeiro intuito seria um CDU (Cessão de direito de uso) disfarçado.
Para aqueles que conseguiram estabelecer operações nos primeiros anos, antes que os shoppings percebessem plenamente o potencial desses corredores movimentados, a visão estratégica resultou em sucesso e lucratividade notáveis. A capacidade de antecipar e adaptar-se a essas mudanças nos custos revelou-se crucial para os empreendedores que abraçaram a evolução contínua desse cenário comercial dinâmico.
Diante dessa escalada nos custos impostos pelas administradoras, surge a inevitável indagação: será que ainda é viável manter uma operação nesses corredores movimentados? A crescente pressão financeira, evidenciada por taxas sazonais, questiona a sustentabilidade desse modelo de negócio. À medida que as taxas de aluguel continuam a subir, a reflexão sobre a viabilidade de operar em quiosques se torna imperativa. No entanto, a resposta para essa indagação depende da capacidade dos empreendedores de inovar, adaptar-se e encontrar estratégias que equilibrem os custos com as oportunidades únicas que esses espaços oferecem. Em um cenário comercial dinâmico, a decisão de investir em um quiosque transcende o simples custo financeiro, envolvendo uma avaliação cuidadosa dos benefícios e desafios inerentes a essa forma única de comércio porque se for avaliar apenas pela lucratividade talvez os anos de evolução tenham "matado" a viabilidade para a grande maioria dessas operações.




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